Cartas perdidas num mar de sangue, dispersam-se num grito de dor e em cinzas desfeitas!
Queimadas, numa tentativa de esquecer......Do sofrimento, da dor! Não posso juntá-las uma a uma novamente. As recordações que passavam pela mente. Ou a primeira palavra que pronunciaste..... Ou as lágrimas ocultas!
Apenas o último adeus!
Única coisa que restou.......
TER SEDE
Ai! Sinto-me uma flor adormecida
Sem água...com sede das entranhas
De uma manhã já perdida
E como é a minha dor enegrecida....
Pelo silêncio....Pela tristeza do cansaço
Em que vagueio pelo abraço
Da agreste solidão na hora esquecida
E sinto ódio à saudade
Desprezo...Deito fora as lembranças
Do tempo em que vagueava em liberdade.
E quero ainda sobreviver
à aridez do solo sem esperanças
De algum dia poder renascer.
Como se fosses tu a dizer.
Como se fosses tu a escrever.
