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Terça-feira, 21 de Maio de 2013

PARA UMA AMIGA....AMIGA! II





Cartas perdidas num mar de sangue,  dispersam-se num grito de dor e em cinzas desfeitas!

Queimadas, numa tentativa de esquecer......Do sofrimento, da dor! Não posso juntá-las uma a uma novamente. As recordações que passavam pela mente. Ou a primeira palavra que pronunciaste..... Ou as lágrimas ocultas!

Apenas o último adeus!

Única coisa que restou.......






TER SEDE

Ai! Sinto-me uma flor adormecida
Sem água...com sede das entranhas
De uma manhã já perdida

E como é a minha dor enegrecida....
Pelo silêncio....Pela tristeza do cansaço
Em que vagueio pelo abraço
Da agreste solidão na hora esquecida

E sinto ódio à saudade
Desprezo...Deito fora as lembranças
Do tempo em que vagueava em liberdade.

E quero ainda sobreviver
à aridez do solo sem esperanças
De algum dia poder renascer.



Como se fosses tu a dizer. 
Como se fosses tu a escrever.

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013


(SEM TÍTULO)







Poeta é o homem que sente
O que vai em seu coração
e na alma da gente.

Sábado, 18 de Maio de 2013

DESCULPA

A palavra desculpa pode sempre ser o início de uma conversa, de uma relação ou de um grande amor até. O desculpa define, sempre, um pouco o caráter de uma pessoa. A sua sensibilidade. A sua formação. O seu ADN. Ou nada querer dizer, a não ser um simples meio de pedir qualquer coisa...um cigarro na esplanada ou só lume para o cigarro.......

Conheço um grande amor que começou precisamente com aquela palavrinha.....uma alegação atenuante ou justificativa de culpa. 







ORGASMO POÉTICO


Quando a vida se mantém em esperança
Numa ilha pequena rodeada por mar
Nós sentimo-nos aves a voar.....
Ao vento...de mãos dadas com uma criança

E esperamos a tal hora de partir a cantar
porque quando ela chegar haverá felicidade
Sorriremos então, até que os olhos queiram chorar

A espera é curta e deixa-me sorridente
Por agora vou vivendo de saudade
Em breve....em breve estarei aí....ausente


A poesia é como um orgasmo.
Atinge-se o prazer....no fim.

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

DEIXA CHOVER



Uma esplanada, uma bejeca e um prato de amendoins. O empregado rapidamente deu meia volta e entrou no café.  A meu lado um cão sentado na beira do passeio. Mirava-me...."não tens nada para mim", parecia dizer-me.

De repente uma mulher, vistosa, de vestido azul, óculos escuros, no outro lado da rua. Olhei-a e pareceu retribuir. Estava a olhar para mim, agora não tinha dúvidas. "Querem ver..." e apreciei-a melhor. Muito bonita, figura  elegante e sorriso doce. "vou, não vou".... sempre a mesma dúvida. E tanto tempo. Tanto tempo com a mesma dúvida. 

Um táxi parou junto ao passeio onde estava na esplanada. E vejo-a a correr na minha direção....já transpirava de nervoso miudinho. Mas, não...corria para o táxi. Ainda me deitou um último olhar como quem diz "és parvo ou quê?". Esbocei uma tentativa para me levantar, ante o sorriso dela por detrás do vidro, mas o empregado chegara com a cerveja e os amendoins.  O táxi partia ....o cão chegou-se perto de mim e olhou-me outra vez, abanou a cauda, ladrou de uma forma meiga, como a dizer "és parvo ou quê?". Porra. Também tu.....porra!






Há oportunidades que não se podem perder!

Domingo, 12 de Maio de 2013

A NOITE



É noite, mas todo eu sou alegria. Transborda em mim em pensamento, mistura de corpos, mistura de palavras, tolas e totós, xatos e melgas ou porras sem desalento. Sem tracinhos como querote. 

Ah!... mas vou fazer poesia, vou sentila cá dentro....bem no peito e vais lêla, sentindote na cama de um amante na noite fria. O sol virá quando eu aparecer, serei vida e querer dos amantes e esses cairão quando eu me for.

Sinto a hora, aquela hora. Sinto o desejo, o nosso desejo......trancado a mil portas. Mas há chaves para todas elas. Vou pelo vento e por estradas de marfim, nem hesito...nem um passo atrás e só paro quando te sinto em mim. 










Digo isto e amanheço. 
Apenas

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

PARA UMA AMIGA ... AMIGA


Quando às vezes a minha mente deixa roçar as asas pelo chão, compreendo o teu sofrer grande e profundo, esse abismo cavado pela vida.  Mas dá-lhe o teu perdão e até sorri.....

Como o sol a morrer no poente, depois de  ter dado luz e calor à Terra, depois de ter dado vida aos nossos girassóis, assim te sei a trilhar esse caminho a murmurar um canto de saudade.









Canto o que sinto....à luz de uma saudade!

Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

CACHOPA



Conservas a inocência de uma criança, que da cabeça aos pés beija uma boneca. De voz meiga e perfumada como flores raras de pétalas tão finas. Gosto de te ver assim. Gosto de te ouvir assim.

Na paisagem tão cheia de verde, descobrirás puríssimo amor, adormecido pela voz do mar. E encontrarás, ainda, os braços que hão-de fazer dos beijos o encontro da vontade. Como dois amantes a morrer até que a noite num repente se fará dia.

Mas havemos de deixar o dia, de novo, ser noite.










"Hoje eu sou louco de vez, um pouco porque já era, 
outro porque você me fez..."
 "roubei" esta frase aí num blog e gostei :))